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Fonte: Fátima Menezes
Vivemos dias agitados, cheios de compromissos, horários apertados, trânsito congestionado, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. As informações viajam numa velocidade extremamente veloz e nos dá a sensação de estarmos embaraçados numa rede, presos a um sentimento de perda, de desatualização e até mesmo de incompetência.
O excesso de trabalho, horas ininterruptas sem tempo para se alimentar corretamente, sem tempo para ser criativo, sem tempo para lazer, descanso, sono... E ainda o medo de perder o emprego nos deixa ESTRESSADOS.
O termo estresse refere-se às pressões cotidianas que sofremos em especial no trabalho, pois o mundo corporativo impõe um ritmo ao Ser Humano que agride a sua natureza e exige respostas muito rápidas, pressionando a adaptação natural. Frente a isto sofremos um desequilíbrio orgânico, uma perda quantitativa e qualitativa na saúde e qualidade de vida.
Isto porque, a cada análise que fazemos podemos classificar a situação como incomum, emocionante ou assustadora, frente a isto, acionamos a função salva – vidas e apresentamos a resposta “lute ou fuja”. Você, com certeza já ouviu falar sobre ela e certamente já se percebeu nesta situação onde; o mundo parece que cai, seu coração acelera e um calor incomum toma conta do seu corpo, os músculos parecem formigar e por um instante você não sabe o que dizer, fazer, mas tem um sentimento, uma vontade de sumir dali.
Quando esta função salva-vidas é disparada com freqüência o organismo sofre desequilíbrio e mina a saúde do indivíduo.
A esta altura você deve estar pensando que o estresse é tudo de ruim, não é mesmo? Pois bem, creia que uma taxa de estresse compatível com sua capacidade de adaptação é motivadora. Sim, ter um pouco de estresse, ou pressões mínimas são importantes para manter a performance.
Dois psicólogos Yerkes e Dodson estudaram operários em linhas de produção diferentes e constataram que quando não há pressão, cobrança e chefia presente, os operários ficavam entediados, desmotivados.
Alguns se adaptam mais rápido as exigências da “vida moderna e metropolitana”, muitos outros sofrem, adoecem e até morrem tentando. O limite à pressão é singular, está relacionado com a estrutura de personalidade do sujeito, experiências, criação, mas também, as condições sociais e de saúde.
Para a boa saúde e o bem estar precisamos manter três pilares sólidos:
• Alimentação – saudável, equilibrada;
• Atividade física – sistemática e prazerosa;
• Repouso – sono reparador, descanso, lazer.
Mas o comentário mais freqüente e comum entre nós é; “Eu não tenho tempo”, “Não dá tempo”. Mas, antes de dar esta desculpa novamente, reflita: Quem é responsável pelo meu tempo? Quem deveria me dar tempo?O que eu tenho feito da minha vida/tempo? Se você conseguir parar e responder estas perguntas ou pelo menos pensar sobre elas as dicas abaixo lhe serão úteis...
Dicas
*Priorize o que é mais importante (só um item deve estar em primeiro lugar);
*Organize o ambiente (gavetas, bolsas, armários, agenda – isto lhe poupara tempo e desgaste no futuro).
*Diga NÃO (se você fizer as duas dicas anteriores terá segurança e justificativa para tomar esta atitude)
Tudo o que temos é “tempo/ vida”. Quando gerenciamos bem a nossa vida o nosso nível de estresse torna-se tolerável e motivador. Manter uma alimentação adequada, prática de atividade física e repouso dá força para mantermos o pique. Aproveite que o ano está encerrando e faça um “exercício de saideira”. Siga as dicas e sinta o ESTRESSE diminuir!